As boas mexidas de Benitéz

A eliminação na Champions League, ainda na fase de grupos e a derrota no Mundial de Clubes são o prato cheio para a raivosa torcida blue pedir a saída de Rafa Benitéz, mas não apagam as “sacadas” que mudaram completamente a cara do Chelsea, aos poucos se ajustando a partir das boas mexidas feitas pelo espanhol, ainda com o injusto posto de interino.

As mudanças começaram a ser vistas já no Mundial de Clubes, mas só ganharam corpo na Premier League. Se Benitéz falhou ao não manter David Luiz como volante contra o Corinthians, parece ter encontrado a formação ideal, mesmo sendo contestado por muitos torcedores. As razões para certas escolhas – como Moses por Oscar – são apoiadas na observação de Rafa e em sua visão de jogo. Os resultados estão vindo, com o reforço de Demba Ba para ser o goleador que Benitéz precisa. As mudanças são:

  • David Luiz de volante: contra o Monterrey foi surpresa geral. Mas logo Benitéz esclareceu o porque de usar o brasileiro no meio campo: David Luiz avança ao ataque mais do que um zagueiro deveria, além de ser tecnicamente muito bom. Por isso, com dois zagueiros atrás, Luiz fica mais confiante para atacar sem deixar lacunas atrás e protege a defesa, já que marca bem. O Chelsea se mostrou mais seguro na defesa.

C

  • Profundidade com Moses: Benitéz é muito criticado por colocar o winger Moses como meia-esquerdo no lugar da sensação (e do caro) Oscar. Mas seus motivos vão além da qualidade técnica: de acordo com Benitéz, o Chelsea, no 4-2-3-1 com a trinca de meias leves, não tem profundidade. É preciso um atacante ou um winger que procure naturalmente a linha de fundo para “empurrar” o time ao ataque e fazer presença na área. O escolhido foi Moses. Foi dos pés dele que saíram grandes oportunidades no Mundial, além de trabalhar bem para o time.
  • Laterais protegidas e meias mais presos: Di Matteo planejou um time leve, com a trinca de meias se movimentando e criando muito para o centroavante fazer muitos gols. Só se esqueceu de Fernando Torres. Com isso, o Chelsea do italiano criava muito, mas finalizava pouco e precisava das bolas paradas de Mata para ganhar. Isso criava outro efeito: a fragilidade pelas laterais, que atingiu o ápice no jogo contra o Manchester United. Benitéz viu e agiu: Moses agudo na esquerda prende o meia ou o lateral adversário; Hazard mais fixo á direita auxilia Azpiculleta e Mata fica mais perto do gol, ajudando Torres ou Demba Ba. Quase um 4-4-1-1 mais seguro defensivamente.

É com esse Chelsea bem diferente do campeão europeu de 2011/12 que Benitéz pretende reacender sua carreira e acalmar o milionário dono do time blue. Um pouco mais de paciencia também é preciso, já que Benitéz não faz milagres. Mas ainda é o ótimo técnico que levou o Valencia a grandes glórias, liderou um limitado e vencedor Liverpool a conquistar a Europa e foi um dos primeiros técnicos a usar o 4-2-3-1 como esquema confiável de um time.

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