ESPECIAL: De Luis Felipe a Felipão, uma cronologia

Briguento, polêmico, de cara amarrada, “do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça”: esse é Luiz Felipe Scolari, um dos treinadores mais vitoriosos do Brasil e de volta à Seleção Brasileira após 10 anos . Cartada final da CBF para ganhar a empatia popular e a Copa de 2014, Scolari retoma o maior desafio de sua carreira com grande pressão, aprovação popular e imprensa dividida – historicamente o cenário que mais aprecia.

A seguir, a história e a tática dos principais times de Scolari. Um pequeno tratado sobre o estilo e o história do gaúcho de 64 anos, natural de Passo Fundo.
Luis Felipe: o desconhecido e “fujão”

Zagueiro de poucos recursos técnicos, com passagens pelo Caxias e CSA, Felipão começou a carreira de treinador no time alagoano, onde de cara conseguiu o título estadual – e até hoje permanece querido por terras nordestinas. Rodou por clubes do interior gaúcho como Juventude, Brasil de Pelotas (onde substitui o treinador infartado, conseguiu o vice-gaúcho e conheceu seu fiel escudeiro, Flávio “Murtosa”) e pelo mundo árabe, onde bateu times mais fortes ao levar o vice da liga local – curiosamente, o campeão era treinado por Candinho, hoje dirigente da Lusa.

Tal trabalho chamou a atenção do Grêmio de Porto Alegre, time de coração do gaúcho e à procura de um novo técnico para o lugar de Juan Mujica, demitido após fracassar no Brasileiro de 1986. Lá foi Luis Felipe, que ainda não era Felipão e nem tinha z no nome. Na época, uma aposta para um time já carente de Renato Gaúcho e com um elenco não tão estrelado.

Luis Felipe decidiu por consolidar os ensinamentos de Carlos Froner, seu ex-técnico e mentor, e mudou o esquema de Juan Mujica, considerado “embolado” pelo treinador. Com Celso Roth de preparador físico, apostou em forte marcação, iniciada do ataque pelo ponta Jorge Veras, e no passe qualificado de Cristovão e Bonamigo no meio de campo, que ainda tinha Valdo como meia-volante e China mais plantado. Em números, em 4-4-2 brasileiro que podia se transformar para 4-3-1-2, de acordo com a movimentação de Bonamigo e Valdo. O resultado foi o campeonato gaúcho de 1987. Felipão explica que usou a variação para o 4-3-3 que se transformava em 4-5-1 ao longo do campeonato.


Com uma  incrível invencibilidade de 4 meses e 30 jogos – quebrada por uma derrota para o Santos do técnico Candinho, no Pacaembu – Luis Felipe viu seu time no Brasileiro penar com diversas contusões, o que acabou com as chances de classificação do Grêmio para as fases finais da Copa União. Usando até 5 meio-campistas ( em 1987 Felipão já usava seu amado 4-2-3-1 em alguns jogos), o Grêmio não chegou as fases finais, e sob vaias da torcida, a direção optou por não renovar com Luis Felipe – Otacílio Gonçalves foi o escolhido para o cargo (e aproveitou a base deixada para comandar o GrêmioShow de 1988).

Scolari ainda passou pelo Goiás, onde não deu liga, mas mesmo assim revelou um jovem centroavante chamado Túlio, que virou o Maravilha. Voltou ao mundo árabe, para “ganhar o que se ganha em 10 anos no Brasil”, de acordo com o próprio, e foi a escolha do Coritiba de 1990, em profunda crise: após uma derrota em um atletiba, Paulo César Carpegiani foi demitido e a diretoria chegou em Scolari, decisão motivada pelo fato da maioria dos rivais coxa-brancas na Série B serem do interior gaúcho.

Felipão chegou com pompa, mas protagonizou um singelo vexame: 3 derrotas em 3 jogos. Ele nem pensou duas vezes: abandonou o time e pegou carona com a delegação do Juventude (a época treinada por Hélio dos Anjos), fugindo sem deixar rastros. A obscura passagem nem é reconhecida pelo treinador, assim como os 30 dias em que treinou o Atlético-GO sem receber, no mesmo ano.

Tostão (não o tri-campeão brasileiro), jogador do Coxa na época, fala: “Ele queria que todo mundo marcasse, e nosso time era de toque de bola. Além disso, o Felipão veio com o lado psicológico bem abalado. Estava muito nervoso, na preleção só falava dos outros times, brigou com jogador em campo”. Mais Felipão, impossível. Traços da “Família Scolari” que pode dar muito certo ou muito errado.

Projeção nacional

Scolari partiu para a terra dos sheiks, até que recebeu uma tentadora proposta do Criciúma. Lá, chegou como Campeão da Ásia e encontrou um time unido, que jogava a muito tempo junto. Mesmo assim, não tardou a impor seu estilo e levar o clube a seu título mais importente, a Copa do Brasil de 1991. O 4-3-3 era simples e eficiente: defesa protegida, muitos lançamentos para o rápido Jairo Lenzi e bola parada certeira de Roberto Cavalo. Na defesa, todos atrás da linha da bola. Campanha invicta na Copa do Brasil que o credenciou a comandar o Grêmio em 1993, após rápidas passagens pelo mundo árabe.

A América é logo ali

Na época, o Grêmio estava em crise e apostava em crias da base ou em jogadores sem sucesso nos clubes anteriores, como Jardel e Paulo Nunes. O início não foi nada animador, já que Felipão começou a montar o time pela defesa e contou com nomes como Nildo. Os ataques da torcida gremista só não demitiram o técnico pelo apoio irrestrito de Fábio Koff, então diretor. Com elenco montado à sua maneira, recheado de jogadores da base e alguns experientes, como Adílson Batista, Felipão fez história e cravou seu nome como o técnico mais idolatrado de todos os tempos no Grêmio: um campeonato por ano, sem contar os Gaúchos: Copa do Brasil de 1994, Libertadores de 1995 e Brasileiro de 1996. Nas 3 finais, times duros de serem batidos, muita garra e superação – como Scolari gosta.

Taticamente, Felipão seguiu o que fez no Criciúma: zaga protegida, bola parada decisiva e dupla de ataque afinada. No 4-4-2 que virava 4-2-3-1, Dinho e Goiano se alinhavam na proteção a Adilson e Rivarola. Roger, na esquerda, ficava mais contido para Arce decidir em cruzamentos ou nas cobranças de bola parada. Arilson ou Emerson centralizavam e Paulo Nunes e Carlos Miguel, cruzavam para  as cabeçadas infalíveis de Jardel. O Grêmio era inferior tecnicamente a seus adversários, mas com vestiário controlado e muita garra conseguiu entrar para a história.

Os confrontos com o Palmeiras de Carlos Alberto Silva em 1995 ficaram para a história: pancadaria, tensão e goleadas para os dois lados consolidaram a fama de Scolari como “copeiro” e “alazão do futebol feio”, assim chamado pela imprensa. A derrota para o Mundial, onde o Grêmio jogou com um jogador a menos durante a maior parte do jogo e conseguiu levar para os pênaltis, foi o primeiro sinal de que talvez Felipão exagerasse no “pilhamento” dos jogadores. Mesmo assim, bateu a surpreendente Portuguesa para levantar o caneco brasileiro em 1996.

Enfim, Felipão

Após um ano no Jubilo Iwata, onde saiu reclamando que tinha que usar terno nos jogos, Felipão dividia com Vanderlei Luxemburgo o posto de melhor técnico do Brasil. O destino quis que o Palmeiras e a Parmalat, italianos como o sobrenome de Luiz Felipe, escolhessem o técnico para finalmente ganhar a projeção continental que tanto queriam. O plano original era Telê Santana, mas a saúde debilitada do mestre e o desempenho ruim do interino Márcio Araújo fizeram a direção ir atrás de Luiz Felipe Scolari, agora Felipão.

Na apresentação, Felipão prometeu futebol feio e competitivo, causando calafrios e rejeição na torcida, acostumada com a época da academia e com a cabeça nos confrontos de 1995. Não tardou a trazer reforços pouco conhecidos, “filhos” do Grêmio como Arce, Paulo Nunes e Rivarola e apostar no mesmo esquema do Grêmio, mas agora com um articulador mais livre. A dinâmica: liberdade para Alex e muitos cruzamentos de Paulo Nunes e Arce para Oséas. Se o segundo tempo pedisse contra-ataque, Euller era a opção. Time bem montado, técnico mas que sabia ser aguerrido e que entrou para a história ao conquistar a Copa do Brasil de 1998, a Mercosul e a Libertadores de 1999.

Os confrontos contra o Corinthians na Libertadores fizeram Marcos virar santo, o palmeirense ir a loucura e consolidaram a fama de copeiro do técnico. Sempre tentando tirar o foco, Felipão cravou que não ficaria em 1999. “Fica Felipão, no fim do ano nós vamos pro Japão” foi o canto de uma torcida que viu o time perder o Mundial, mesmo melhor do que o adversário.

O Palmeiras do gaúcho ainda conseguiria tirar mais uma vez o arquirrival e favorito Corinthians da Libertadores de 200, naquele que é por muitos apontado como o melhor time da história alvinegra. Glória que a derrota para o Boca Juniors encerrou: Felipão saía do Palmeiras, cheio de títulos, esbravejando contra a Turma do Amendoim e para sempre na história do clube, que sempre lembrou dele. Hoje é o segundo técnico que mais dirigiu o time e o mais lembrado pela torcida.

A Loucura Mineira

Após perder a Libertadores para o Boca, Felipão decidiu por não renovar seu contrato com o Palmeiras e logo foi atraído pelo maior salário oferecido a um técnico até então – 500 mil reais mensais, pelo Cruzeiro. Em terras mineiras, Felipão foi recebido com festa.

A prioridade era a conquista da terceira Libertadores do clube mineiro, mas logo Felipão encontrou dificuldades: a eliminação na Copa Havelange para o Vasco e a queda na Copa Mercosul fizeram a imprensa se voltar contra Scolari – principalmente o tri-campeão brasileiro Tostão, que não poupava críticas ao esquema do técnico, dizendo que Felipão contrariava o estilo de futebol refinado do clube.

Scolari inovou no Cruzeiro – inspirado na Argentina de Bielsa, tentou implantar um 4-3-1-2 que na verdade era 3-3-1-3, como a Argentina, com o avanço de Sorín pela esquerda como verdadeiro atacante. Jackson Silva e Ricardinho abriam pelos lados e alinhavam com Marcus Vinícius, deixando Jorge Vágner municiando os três atacantes. Ousadia que acabou na surpreendente eliminação da Libertadores para um fraco e aguerrido Palmeiras, comandado pelo pupilo Celso Roth. Suspenso, Scolari acompanhou da arquibancada seu ex-goleiro Marcos pegar penalidades decisivas, em nova noite de santo.

Projeção Mundial

Vinda do fracasso em 1998, a seleção não conquistou nada com Luxemburgo e Leão e estava em crise com processos contra Ricardo Teixeira. Scolari era unanimidade nacional, apontado como o melhor técnico do Brasil e foi a cartada final, assim como esse ano, para ganhar a Copa de 2002. Apresentado, Scolari não prometeu futebol bonito, alegando que isso era do passado. O início não foi animador: colecionou o resultado pífio na Copa América, com eliminação vergonhosa perante a Honduras, e colecionou a ira da imprensa após anunciar Romário fora da seleção.

A convocação para a Copa trazia nomes que não agradaram: Roque Júnior e Marcos eram homens de confiança, Ronaldinho Gaúcho ainda era novato, Rivaldo era constantemente criticado e Ronaldo 2 anos.  Taticamente, implantou o 3-5-2 – como dito por Felipão, ele tinha laterais que eram mais alas e precisava fortalecer a defesa. Escolheu Edmílson pela qualidade técnica para o papel de zagueiro-volante e apostou nos 3R’s na frente e em muitas jogadas laterais com Roberto Carlos e Cafu. Para o segundo tempo, Denílson poderia entrar e segurar a bola, e Kléberson e Juninho Paulista eram opções de bom passe e marcação para acompanhar Gilberto Silva na proteção a zaga.

A campanha impecável na Copa, com 7 vitórias em 7 jogos e as grandes exibições sobre Inglaterra e Bélgica cravaram o nome de Felipão na história. A Família Scolari funcionou – Felipão usou músicas de Ivete Sangalo, liberou a concentração mediante vitória e ainda preparou tapes sobre pessoas torcendo do Brasil: seu trabalho motivacional mais bem sucedido.

O futuro de Scolari estava indefinido – a história com a lenda conta que o gaúcho queria voltar ao Palmeiras em 2003, e enviou seu escudeiro Murtosa para preparar o time. O baixinho durou poucos jogos e aconselhou o técnico a partir para terras portuguesas – era uma grande furada, e o Palmeiras seria rebaixado em 2002.

Em Portugal, Felipão virou Scolari – e conquistou a idolatria de uma nação inteira. A princípio, como já virou costumeiro, a torcida e imprensa torceram o nariz para o treinador: afastou o goleiro Vítor Baía e resolveu dar chances a Ricardo, que se revelou um grande pegador de penalidades, e acumulou desconfiança ao convocar brasileiros naturalizados como Deco e Pepe.

Mais uma vez, obteve sucesso: chegou a final da Eurocopa de 2004, onde inexplicavelmente perdeu para a retrancada Grécia em pleno Estádio da Luz. Mantido, conseguiu uma honrosa semifinal na Copa do Mundo de 2006, eliminando Inglaterra e Holanda em grandes batalhas. Saiu depois de eliminação frente à Alemanha, em grande jogo, na Eurocopa de 2008. Era a Família Scolari de gajos, apoiada em seu fiel 4-2-3-1, que contava com a categoria de Deco, Cristiano Ronaldo e Figo e as muitas defesas de Ricardo. Para muitos, a melhor seleção portuguesa de todos os tempos, com um comandante que poderia dar socos nos adversários para defender seus jogadores – o que aconteceu. Nas palavras do treinador, resgatou o orgulho pelo time e fez as pessoas saírem de casa para vibrar.

Fritura e aventura

O auge internacional fez Felipão ser escolhido como treinador do English Team, “freguês” de Portugal. Conhecido como “Big Phill”, só não foi porque a imprensa soube e vazou, e Felipão queria sigilo na contratação.

Mas o destino estava mesmo na Inglaterra: o Chelsea apostou no trabalho do Scolari  para a temporada de 2008/2009. Chegou com festa e vitórias, mas não abriu mão de seu estilo de trabalho: negou a ida de Drogba a Cannes para se tratar de uma lesão, alegando que poderia se tratar em Londres, e comprou briga com Cech e Lampard ao cobrá-los no vestiário. Além disso, manteve Drogba no banco pela fase de Anelka, no 4-2-3-1 que pecou pelo recheio de meio-campistas passadores e não finalizadores no meio de campo, além de pouca fluência ofensiva.

Derrotas em clássicos minaram Scolari, que viu os medalhões do time Blue o fritarem. Um raro fracasso após anos de sucesso e longas estadias em clubes. Pensando no pé de meia, Felipão passou 1 ano ganhando muito bem no Bunyodkor, no Uzsbequistão. O apreço pela família falou mais alto e em 2010 o técnico decidiu que era volta de voltar para o Brasil. Mais especificamente, para sua casa.

De volta a sua mais turbulenta casa

A Copa do Mundo de 2010 se encerrava, e Felipão estava de volta ao Brasil, para treinar seu velho Palmeiras. Em profunda crise política e sem técnico, o Palmeiras apostou no sonho antigo de contar com o Bigode para a temporada. E assim foi. Felipão chegou com Kléber e Valdívia, pediu paciência e alguns reforços, que não vieram, e fez o que pode com um time fraco tecnicamente: errou muito com Edinho de segundo volante, acumulou derrotas, mas acertou um 4-4-1-1/4-2-3-1 no segundo turno do Brasileiro de 2010 que apostava nas combinações pela esquerda de Rivaldo e Luan e na bola parada de Marcos Assunção. A volta na Libertadores, prioridade, parou no vexame diante de um Pacaembu lotado, na derrota de 2X1 pelo Goiás, pela Copa Sulamericana. Fim da esperança do torcedor de ver o velho estilo Scolari, ressuscitado na vitória no apagar das luzes contra o Vitória.

Podendo montar o elenco em 2011, Scolari mandou sua lista a diretoria – agora encabeçada por Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo. Dela, não recebeu nenhum reforço e teve que se virar para fazer campanha decente no Paulista, que terminou com o polemico jogo contra o Corinthians. Na Copa do Brasil, mais um vexame: o 6X0 da noite mágica do Coritiba fizeram Felipão virar técnico ultrapassado para muitos. A Turma do Amendoim virou Turma do Limão, e tirando água de pedra, Scolari manteve o 4-2-3-1 o ano todo, que pecava pelos muitos erros da defesa – alicerce das equipes do treinador – e na dependência de Marcos Assunção. Crises internas, brigas entre diretores e no vestiário, principalmente com Kléber, acabaram com o então satisfatório desempenho do time no Brasileiro. Só a chegada de César Sampaio como dirigente deu paz ao vestiário – o que Scolari sempre quis.

Em 2012, Scolari ganhou reforços como Wesley, Barcos e Daniel Carvalho. Acumulou 23 jogos de invencibilidade, incluindo a melhor exibição no período, nos 6X2 sobre o Botafogo de Ribeirão, mas viu uma derrota para o Corinthians, de virada, acabar com o emocional do time. Queda brusca na tabela e a eliminação para o Guarani no Paulista fizeram Felipão pedir demissão nos bastidores. Tirone não deixou. E Felipão ganhou o apoio do elenco, fez mudanças como Bruno no gol, Henrique de volante e Mazinho pela esquerda, e foi avançando na Copa do Brasil. O confronto contra o Grêmio, curiosamente dirigido pelo grande rival na década de 1990, Luxemburgo, era a volta do velho e copeiro Felipão. Duelos “invertidos” e emocionantes que credenciaram o Palmeiras a destilar sua vingança contra aquele mesmo Coritiba. A campanha do Bigode – usado por Felipão e adotado por Valdívia – ajudou o time superar muitos desfalques e, contando com o improvável herói Betinho, calou o Couto Pereira: era a 4ª Copa do Brasil de Scolari, o “Senhor Palmeiras”, como foi chamado pelos jornais.

A equipe voltava ao Brasileiro, que abandonou para se dedicar a Copa, mas viu a situação e a tabela se afunilando. Scolari admitiu que não conseguia mais motivar a equipe e vazamentos de episódios de indisciplinas de jogadores minaram o ambiente. Era o fim da Família Scolari e também de sua segunda passagem no Palmeiras, curiosamente apenas a terceira demissão em 30 anos de carreira. Gilson Kleina provou que o problema não era Scolari e o Alviverde chorou seu segundo rebaixamento na história.

O futuro

O favoritismo que se concretizou no cargo da seleção brasileira após a demissão de Mano Menezes é contraditório: como um técnico que deixou um time na vice-lanterna pode assumir a seleção? Para outros, o técnico não tem culpa, dado que o elenco do Palmeiras é fraco, e só ele tem a experiência e o carisma necessário para dar a Copa do Mundo a uma seleção em crise.

Analisando friamente, Felipão tem apenas 2 títulos desde a Copa de 2002, e não faz bom trabalho desde a seleção portuguesa. Mas é inegável que sua personalidade, a arte da motivação e a grande liderança podem fazer o Brasil conquistar 2014. Solução imediata e que atende a pressão popular, mas que pode dar certo. O ato final perfeito para Felipão, que deve se aposentar após a Copa.

Nova Família Scolari? Impossível prever, mas possível de acreditar.

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3 thoughts on “ESPECIAL: De Luis Felipe a Felipão, uma cronologia

  1. Sou portugues e posso dizer que Scolari apesar de alguns meritos deixou um legaso desastroso… as selecoes de base foram totalmente esquecidas depois de vaerias geracoes incriveis… a selecap de 2004 foi mt mas mesmo inferior.a de 2000 e 1966 … em 2008 fomos eliminados pk jogamos com uma displicencia cvergonhosa… scolari decia ter saido depois do caso do soco a dragotinovic. Em portugal scolari teve meritos mas saiu como um mercenario um homem sem controlo dos aeus atos e incompetente do ponto de vista tactico como alias se percebeu no chelsea.

  2. Pingback: Brasil 3 x 0 Espanha: o nocaute do Brasil – e de Felipão | Painel Tático

  3. “Zagueiro de poucos recursos técnicos” kkkkkkkk…. que maldade com o nosso Bigodudo. interessante que o 4-3-1-2 / 4-2-3-1 com volante q vira ponta é o mesmo q o igualmente gaúcho Dunga usava no Inter e Seleção brasileira com Fred/Elano nas posições!

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