Reencontro de gala

Era o reencontro de Robin Van Persie, durante muito tempo ídolo e melhor jogador do Arsenal, com seu ex-time. Agora no todo poderoso Manchester United, Persie encontrou posição e um companheiro como Rooney para brilhar na temporada dos Red Devils. Já o Arsenal tentou suprir sua saída com o francês Giroud, mas esbarra no mau momento e na renovação constante de seu elenco. O confronto da 10ª rodada prometia.

Sir Alex Ferguson não inventou: manteve o 4-2-3-1 que faz o simples, que se fecha em duas linhas e mantém Rooney e Van Persie para o contra-ataque, ou aposta nas combinações entre Valencia e Rafael na direita e Evra e Ashley Young na esquerda. Com essa formação, o United vence, apesar de ser pragmático e recuar depois dos gols. Nem a sensação Kagawa ganhou vaga num time que parece se encaixar cada vez mais na temporada.

O Arsenal manteve também o 4-2-3-1, agora com Giroud na referência e Ramsey pela direita. O time gunner trabalha a bola, mas ainda peca pelos espaços na defesa, principalmente pela esquerda, onde André Santos não marca bem. A falta de uma referência de velocidade na frente – como Gervinho – faz o time penetrar pouco, principalmente contra as linhas fechadas do United. Variando para o 4-1-4-1 em alguns momentos, com o avanço de Wilshere para combater a saída de bola adversária, o Arsenal perde o meio de campo facilmente.

3 minutos de bola rolando e Van Persie, aproveitando vacilo de Vermaelen, marcou e não comemorou, em sinal de respeito com o Arsenal. Respeito que todo o time do United acolhei, se fechando após o gol. O Arsenal trabalhava a bola com Cazorla e Wilshere, mas acabou chutando a gol apenas uma vez: o meio de campo ligado do United marcou bem e acionava Rooney, cada vez mais um armador, e Van Persie no contra-ataque. A objetividade dos Red Devils foi premiada com pênalti de Cazorla, não convertido por Rooney.

Segundo tempo: Arsenal acelerando a transição e procurando mais a esquerda com André Santos, e mais rápido pela direita com Walcott, mas trabalhando menos a bola e apostando mais na velocidade, muito para surpreender a defesa em linha do United, que se posicionou mais a frente, procurando sempre Van Persie. Jogo movimentado, com chances para os dois lados, melhor para o United: jogada ensaiada, centro de Rooney na cabeça de Evra para ampliar. O jogo quente, que ainda teve expulsão de Wilshere, terminou feliz para os Red Devils, que não foram incomodados pelas duas linhas de 4 que o Arsenal montou após a expulsão, com exceção para o belo tento de Cazorla, em confusão na área dos reds devils.

O alerta para Wenger, pela péssima atuação individual de seus jogadores, revela que é momento de contratar e não apostar. O Arsenal de 2004 é o grande momento do técnico, mas ficou para trás. Já o United aproveita a liderança provisória e já aparece como um dos favoritos para a Champions League, além de prometer briga forte com o Chelsea pela Premier League.

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