Goiás, a aposta no planejamento que deu certo

Enderson Moreira chegou ao Goiás credenciado apenas por uma passagem infame no Fluminense – foi o tampão de Abel Braga que deu vexame na Libertadores. Em situação incômoda, o time esmeraldino estava na 16ª posição da Série B de 2011 quando Enderson acumulou 7 vitórias nos últimos 12 jogos – o suficiente para salvar do rebaixamento. Além disso, conquistou o Campeonato Goiano sobre o maior rival, o Atlético-GO,e surpreendeu na Copa do Brasil, eliminando a sensação Atlético-MG e jogando melhor do que o São Paulo, para quem caiu. Na Série B, após começo instável, chegou aos 70 pontos que praticamente asseguram o retorno à elite, além de brigar diretamente por título – hoje é líder, com 2 pontos de diferença para o Criciúma.

As surpresas do Goiás vão além dos resultados: é o planejamento a maior virtude do clube, a começar pelo elenco,  bem montado para a Série B, com várias opções e boa mescla entre os veteranos Harlei e Iarley e os jovens Renan Oliveira e Ricardo Goulart. A diretoria apostou na manutenção de Enderson Moreira, que contruiu numa base sólida e na repetição do time e conseguiu frutos a curto e a médio prazo: o Goiás é um time entrosado, com jogadas definidas e boa movimentação. O jovem treinador, de apenas 41 anos, é mais um dos que não foram ex-jogadores e surpreendem ao mesclar comando e grande conhecimento tático.

O Goiás é um time rápido e que se joga ao ataque, principalmente pelas jogadas laterais. No 4-2-3-1 montado por Enderson, a trinca de meias troca de posição e frequentemente chega ao gol. Ramon, pela direita, fica mais preso para abrir o corredor para Vítor (contra o Ipatinga a lateral foi de Peter) e Renan Oliveira e Ricardo Goulart alternam entre o ataque e a meia. O jovem Ricardo, de 21 anos, arma pelo centro e é sempre o primeira opção de passe para o contra-ataque. No ataque, o pivô de Walter, ex Inter, sempre ajeitando para os meias, prende a bola na frente, mantendo o Goiás mais ainda no campo do adversário. Quando encontra dificuldades, o contra-ataque é mortal, geralmente com Renan Oliveira, Egídio e Goulart pela esquerda, ou ainda o lateral ex-Flamengo decide na bola parada: várias opções num time organizado, que faz o simples e sempre procura o gol.

É provável que Enderson saia do Goiás – o Cruzeiro já mostrou interesse – e que o time sofra desmanche. Mas a arrancada do esmeraldino para um 2012 muito bom será lembrado pelos torcedores com carinho. Os números provam: sob o comando de Enderson, o Goiás não perdeu em casa e acumula aproveitamento de 68%.

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