As surpresas do “abrasileirado” Shakhtar Donetsk

O duelo na Ucrânia era a chance do Chelsea mostrar serviço como na Premier League, onde conseguiu grande resultado contra o Tottenham. Com Ramires na direita para reforçar o meio, o Chelsea não viu a cor da bola e o Shakhtar, com 4 brasileiros no elenco, mostrou futebol acima da média – muito em parte por conta dos bons brazucas no elenco.

O Shakhtar tem uma movimentação ofensiva que garante pelo menos 3 jogadores na área com a bola e avanço simultâneo dos laterais. O romeno Mircea Lucescu armou o Shaktar num 4-4-1-1 que compacta as linhas quando defende e aciona William na esquerda para o rápido contra-ataque da equipe. Com a bola, Mkhitaryan sai da direita para ir para a área, junto com os brasilleiros Alex Teixeira e Luiz Adriano, abrindo para o avanço do lateral Srna. William parte da esquerda para armar e abre o corredor para o avanço de Rak. Essa movimentação matou o Chelsea, postado no usual 4-2-3-1 de Di Matteo, inicialmente com Ramires na direita para marcar William, mas depois de volta ao meio, no lugar do lesionado Lampard. Com o Chelsea perdido na marcação, o time ucraniano dominou as ações na primeira etapa e marcou com Teixeira – no momento do gol, 3 jogadores na área do Chelsea e Terry não acompanhando o brasileiro.

Na etapa complementar, Di Matteo posicionou seu time mais a frente. Com linhas avançadas, o Chelsea pressionou e o time ucraniano fechou suas linhas, até que William passou para Fernandinho, num contra-ataque fulminante, marcar o segundo gol, dessa vez 100% brasileiro. Di Matteo respondeu com Sturridge no lugar de Torres, menos fixo e mais participativo com a trinca de meias, mas o show de William e companhia continuou: Mircea Lucescu colou Hubschman em Oscar, orientou a passagem dos laterais a ser alternada e posicionou Mkhitaryan no lugar de Teixeira, no mais cauteloso 4-4-1-1 que novamente engoliu o Chelsea, que parou em grande atuação de Pyatov e só marcou com Oscar, em falha da defesa em linha do Shaktar, que assistiu o brasileiro.

Organização tática e velocidade. Foi com receita de time pequeno que o Shakhtar venceu o atual campeão da Europa, mas os méritos vão além disso: movimentação interessante no ataque, defesa compacta e atenta e os bons William e Fernardinho. A receita pode ser seguida para surpreender novamente no cenário continental, como em 2007/2008, quando conquistou a Copa da UEFA.

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