Nas costas do craque

Desde a eliminação para o Corinthians na Libertadores, o Santos se acomodou na temporada e parece que vive apenas dos lampejos de Neymar, que quase não joga por conta das convocações à amarelinha. Sabendo disso, a diretoria põe a culpa nas convocações de Neymar e  Muricy Ramalho não se preocupou em montar um time coeso: transitou entre o 4-2-3-1 que ganhou os clássicos no primeiro turno, o 4-3-1-2 sem Neymar e Ganso de desempenho pífio e até um 4-3-3 ridículo que levou um passeio da Portuguesa.

Na derrota contra a Ponte Preta, o Santos veio a campo num misto de 4-3-1-2 e 4-4-2, de acordo com a movimentação de Felipe Anderson e Henrique. O substituto de Ganso procurou o tempo todo o lado esquerdo, enquanto o ex-Cruzeiro cuidou do lado direito. Com a bola, Neymar voltava para ajudar na criação, acionando Felipe ou Miralles. Henrique podia voltar ao centro e procurar a velocidade de Arouca, ou ainda auxiliar Bruno Peres na direita. Nada deu certo.

Em uma das piores apresentações no ano, o Santos não chutou uma bola certa a gol em 90 minutos, foi dominado do início ao fim e só não perdeu de goleada por conta de Rafael. A tentativa de Muricy de marcar em linha acabou com a criação do time – Felipe Anderson marca mal e não cria bem. Henrique está longe de ser winger e permitiu espaços enormes em suas costas, assim como Bruno Peres, que tentava sem sucesso apoiar pela direita e foi engolido por Luan. Arouca tentou correr, mas parava na marcação de Baraka. Gérson Magrão apoiou muito mal, e a defesa exposta virou presa fácil para o time campineiro. A desorganização do time praiano foi tanta que até Neymar esteve mal, cedendo contra-ataques e não finalizando bem.

Falta trabalho coletivo ao Santos. A tática de “todo mundo atrás e bola no Neymar” pode ter funcionado no Paulista, mas o craque quase não joga por conta da Seleção. Sem ele, o Santos tem desempenho pífio. Além disso, as saídas de Elano, Ganso e Ibson não foram supridas à altura: Felipe Anderson melhorou taticamente, mas oscila muito; Bernardo sofreu lesão e não ganha sequência, assim como Patito e André. Bill, Bruno Peres, David Braz e Galhardo estão longe de serem titulares. A verdade é que o Santos tem um time fraco e desorganizado.

O centenário do Santos já virou fracasso, apesar do título paulista. Depender apenas de Neymar é muito pouco para o Santos e para Muricy Ramalho. O multicampeão treinador parece que parou no tempo e jogou o time nos pés de Neymar, que não faz milagre. Para conseguir mais, o Santos precisa deixar de viver à sombra de suas revelações e contratar bons jogadores. Se não, o “fico” de Neymar pode ter data para acabar, com Barcelona e Real Madrid na cola da Jóia.

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