Deprimente clássico carioca teve herói botafoguense

O encontro entre dois times em franca decadência na tabela não era promessa de um jogo bonito: o Botafogo já apresentava problemas, principalmente por conta da falta de um atacante, e o Vasco sofre com a falta de um centroavante confiável e com a defesa falhando muito, com Dedé em péssima fase. Com a bola rolando, os times erraram passes fáceis, chutaram pouco a gol e fizeram um duelo travado, que em pouco representa a grandeza do clássico.

Oswaldo de Oliveira surpreendeu ao escalar o garoto Bruno Mendes, 18 anos, como o centroavante de ofício no 4-2-3-1 usual do time. Com Seedorf estranhamente na direita e Elkeson em sua posição original, de meia armador, Oswaldo improvisou Jadson na direita e colocou Gabriel no meio, dando sequência ao trabalho de base que vem desempenhando. Já Marcelo Oliveira atendeu a torcida e agrupou  Juninho e Felipe  num 4-4-2  ortodoxo, inglês. A tônica vascaína ficava pela interessante movimentação de Juninho: atuando na direita, o Reizinho circulava no meio, responsável pela criação e também invertia com Felippe Bastos. Felipe ficou na esquerda e o ataque contou com Carlos Alberto e Éder Luis, esse caindo pela direita.

Em jogo medonho, os erros de passes do Botafogo eram visíveis. O Vasco logo percebeu e passou a investir mais no lado direito, explorando Márcio Azevedo (um dos que mais caíram de produção no Bota) e marcou muito mais pelos grotescos erros dos zagueiros botafoguenses, que permitiram espaços a Carlos Alberto. Os gols saíram com o camisa 10, em falha de Antônio Carlos, Elkeson e novamente Carlos Alberto. As jogadas nasceram das laterais, nas costas dos jogadores – Jonas e Wendel pelo lado vascaíno e Márcio Azevedo e Jádson pelo lado botafoguense foram mal.

Os dois gols de Bruno Mendes que salvaram o Bota saíram de falhas de Dedé. O salvador do Botafogo teve espaço para concluir no gol, mas também teve a visão de Oswaldo, que tirou o apagado Renato para a entrada de Marcelo Mattos, o que melhorou a marcação no meio, e orientou o time a atacar mais pela direita, já que Tiago Feltri, no lugar do lesionado Felipe, foi muito mal: foi desse lado que nasceram as jogadas dos tentos de Bruno Mendes.

A vitória não significa evolução no Botafogo, mas mostra que um centroavante faz a diferença no time. Já para o Vasco, as falhas individuais parecem acabar com as chances de Libertadores, e o ano se perde. Triste fim para quem se segurou no G-4 por tanto tempo e foi modelo no país.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s