O ajustado Náutico e o desespero do Palmeiras

A surpreendente e um tanto vexatória derrota para o Coritiba no meio da semana fez o Palmeiras ligar todos os sinais de alerta. O jogo contra o Náutico, nos Aflitos, era a chance de pelo menos diminuir a diferença de 9 pontos para o último time fora da zona de rebaixamento e tentar amenizar a já preocupante situação que o time se encontra. Em ebulição fora de campo – invasão de torcedores no hotel, pichações no muro e brigas entre conselheiros – o Palmeiras entrou para uma decisão contra um time quase invencível em casa: das 11 vitórias do Náutico no campeonato, 10 foram nos Aflitos.

Sem Souza, destaque do time e ex-Palmeiras, Alexandre Gallo mandou o Timbu a campo no já tradicional 4-3-3 usado no Brasileiro, explorando muito a velocidade pelos lados e contando com o oportunismo de Kieza. O time pernambucano marca muito bem e tem no contra-ataque o ponto forte, principalmente quando aciona Araújo ou Kieza. Gilson Kleina, com uma série de desfalques, desfez o 4-3-2-1 dos últimos jogos e apostou no 4-2-3-1, com Luan, Mazinho e Tiago Real atrás de Obina. Apesar da postura ofensiva e do apoio constante de Juninho, o alviverde pecou pelo péssimo desempenho dos volantes, que não marcaram nem jogaram, e pelos espaços entre defesa e ataque. Obina foi bem como referencia e sempre era acionado para o pivo, mas os meias não souberam aproveitar as chances.

 

O Palmeiras sufocou nos primeiros minutos porque o time avançou as linhas e marcou no campo do Náutico, que não conseguia sair em velocidade. Pelo menos boas chances foram criadas até que Kieza, recebendo no contra-ataque, marcou para o Timbu e esfriou os animos alviverdes. O Palmeiras sentiu o gol e só não levou o segundo pela má pontaria de Kieza, Rogério e Araújo. Percebendo a queda do time, Kleina prendeu Juninho para vigiar Rhayner, colou Márcio Araújo em Araújo e passou a apostar nos pivos de Obina. Não deu certo, já que o Náutico manteve a marcação forte e organizada.

Alexandre Gallo soube reconhecer o elenco mediano e armou um time organizado, que não dá espaço ao adversário e sai em muita velocidade. O aproveitamento dentro dos Aflitos é o responsável pela quase assegurada permanencia na Série A. Para o Palmeiras, a derrota praticamente sela a ida para a Série B de 2013, ainda que haja chance matemática do time escapar. O Palmeiras sofreu demais com as mudanças ao longo do campeonato e o relaxamento natural após a Copa do Brasil. Não é momento de achar culpados, mas sim de começar o planejamento para 2013.

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