Crise do Inter passa por comodismo e falta de sequência

Campeão gaúcho em cima da surpresa Caxias, o Inter perdeu completamente o rumo na temporada após seguidas lesões, trocas de técnicos e contratações sem o resultado esperado. Desde o vexame com a queda para o Mazembe no mundial de 2010, o Inter sofre com jogadores caros que nem sempre deram certo, aposta em técnicos sem experiência e com o departamento médico: é o time que mais sofreu com lesões e contusões nos últimos anos. Com a fama de time que vai bem no cenário internacional, foi eliminado em pleno Beira Rio para o Peñarol na Libertadores de 2011 e para o Fluminense esse ano, em campanha decepcionante. O jejum de campeonatos brasileiros, que dura desde 1979, incomoda cada vez mais a torcida e parece que não tem data para acabar.

No duelo contra o virtualmente rebaixado Atlético-GO, o Inter veio a campo no 4-2-3-1 usado na maior parte da temporada, que também teve o uso de 4-3-1-2 com Fernandão no Brasileirão. Sem Forlán, Damião, D ‘ Alessandro, Dagoberto, Guiñazu e Juan, o Inter apostou em pratas da casa para surpreender o lanterna do campeonato e se impôs no primeiro tempo, marcando com gol de Fred em belo lançamento de Ygor. Mas relaxou demais no segundo tempo e permitiu a virada do Dragão, que marcou 3 gols em falhas de posicionamento da defesa colorada.

Longe de ser um time de baixa qualidade técnica, o Internacional parece não engrenar pelo “comodismo” de seus jogadores. Estáticos, só Fred que se movimentou em busca de sair da marcação goiana – e foi o melhor em campo. Desorganizado e dando espaços na marcação, o Internacional não tem sequência de jogo, por conta das inúmeras lesões, o que faz o time estar sempre desentrosado: foram 39 passes errados e apenas 9 finalizações, o que mostra também a pouca procura pelo jogo. A defesa envelhecida, que conta com os criticados medalhões Kléber e Nei, a tempos não mostra segurança. A impressão que o jogo contra o Atlético-GO deu foi de um elenco visivelmente acomodado, sem gana de vencer, o que talvez explique o grande número de empates do time.

O técnico tenta, mas não consegue reveter: Fernandão brigou, culpou jogadores por estarem na “zona de conforto”, expulsou Dátolo de um treino e faz declarações fortes a toda hora. Sem resultado, já que a instabilidade do time, que ve o G-4 mais longe, mina o trabalho e desgasta a imagem do ídolo, tanto que Fernandão teria pedido demissão após o vexame em Goiânia.

Aparentemente sem a vaga na Libertadores, o momento do Inter é de renovação completa no elenco e sequência de trabalho para os técnicos (ídolos do clube ou não). A aposta em Fernandão parece promissora, mas só se as mudanças também passarem pelo departamento médico e os jogadores adquirirem um físico melhor. É o caminho mais certo para um time apontado como favorito todo ano, mas que sempre decepciona.

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