Palmeiras de Kleina é mais objetivo e organizado

Logo que Gilson Kleina assumiu o Palmeiras, substituindo o ídolo Felipão, a opinião pública ficou dividida: novos ares com uma aposta ou treinador inexperiente? O ex-auxiliar de Abel Braga tem estilo “paizão”, ganhando o grupo na conversa, mas sem deixar de ter comando. Taticamente, aposta em contra ataques e forte marcação – foi assim que a Ponte Preta surpreendeu o Corinthians numa partida exemplar nas quartas de final do Paulistão. Agora no Palmeiras, Gilson Kleina tem 11 jogos para provar que pode repetir façanha igual a de Cuca no Fluminense-09 e salvar um time dado como rebaixado.

No duelo contra a Ponte Preta, time que projetou Gilson Kleina no cenário nacional, o Palmeiras veio a campo num definido 4-3-1-2 com boas novidades. A primeira se deve a constante troca de posicionamento entre Marcos Assunção e Márcio Araújo, para confundir a marcação adversária e posicionar Marcos Assunção um pouco mais avançado. Em entrevista as rádios depois do jogo, o camisa 20 e capitão palmeirense disse que Kleina pediu para ele avançar e ajudar na criação com Valdívia.

A segunda boa nova é Maikon Leite, que descobriu posicionamento e bom futebol com Kleina. Nas chances que tinha com Felipão, Maikon Leite atuava aberto pela ponta no esquema 4-2-3-1, acompanhando o lateral. O constante vai-e-vem minava o folego do atacante, que caía de produção no segundo tempo. Com Kleina, ele rouba bolas no campo adversário e se junta a Barcos no ataque, sendo a primeira referencia para contra ataques. Deu certo: no segundo tento do Palmeiras, Maikon roubou uma bola na direita e passou para Barcos finalizar.

Mais objetivo, o Palmeiras tem contra ataque definido e marcação mais forte no campo de ataque. O novo sistema tático permite que a zaga tenha tranquilidade e procure Valdívia, Barcos ou Maikon nos lançamentos. Com Felipão, o time saía jogando em bloco, perdendo a bola e sendo surpreendido muitas vezes – desprotegida, a zaga ficava no “mano a mano”e falhava. Valdívia, sobrecarregado, não conseguia fluir seu futebol e as bolas não chegavam a Barcos.

Ainda é cedo para dizer se o Palmeiras irá salvar o ano de 2012 ou não. O momento é de planejar até o fim do ano e salvar contra o descenso. Mas o time de Gilson Kleina já é mais organizado e vibrante: a “sorte”no futebol parece ter mudado de lado. O próximo jogo, contra o São Paulo no Morumbi, ganha caráter de final para o time alviverde.

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