Grêmio é resgate do melhor de Luxemburgo

  • Ao melhor estilo Luxemburgo, o multivencedor treinador chegou no Tricolor gaúcho com festa da torcida e respaldado por caras contratações e conhecidos de Luxa, como Elano e Zé Roberto. Além disso, resgatou nomes questionáveis como Pará, Anderson Pico e Werley e apostou no 4-3-1-2 em losango, com o camisa 10 com liberdade total para criar, como o Cruzeiro-03. O esquema, preferido do treinador, encontrou dificuldades pela fase de Marco Antonio e caiu por terra na Copa do Brasil,  em reedição histórica dos confrontos contra Felipão. Surpreendido pela consistencia do Palmeiras no próprio Olímpico, o treinador se viu obrigado a remontar o time para a sequencia da temporada.
  • Com Zé Roberto e Elano, Luxa resgatou seus melhores trabalhos: movimentação incessante, bola parada forte, volantes com boa saída de jogo, jogadas pela lateral e time ofensivo. Resgatou o 4-2-2-2 tão brasileiro numa versão moderna, com marcação em linha de 4, e priorizou a vaga na Libertadores como grande objetivo da temporada.
  • No duelo contra o Santos, o 4-4-2 desdobrado em 4-2-2-2 que dá liberdade para Elano e Zé Roberto acionarem Kléber e Marcelo Moreno teve movimentação, posse de bola e chutes a gol. Fernando, convocado para a seleção, está voltando a boa fase e Souza é atualmente um dos melhores volantes do país. Os dois marcam e jogam.
  • A defesa de nomes tão contestados tem Gilberto Silva como modelo de experiencia e técnica. Werley, Pará e Anderson Pico não são os defensores dos sonhos de Luxemburgo, mas cumprem o papel defensivo marcando em bloco e acionando os jogadores da frente: Pará anulou Neymar e cavou a falta de sua expulsão, e Werley marcou de cabeça – os melhores times de Luxemburgo sempre usaram a jogada aérea.
  • O resgate de Luxemburgo passa pela volta da ousadia: no Flamengo, usou muitas vezes um 3-5-2 de péssimo desempenho. No Palmeiras de 2008, improvisou Martinez na zaga como um verdadeiro líbero, mas logo o time caiu de rendimento. No seu pior trabalho, o Atlético-MG sofria por conta de volantes pouco criativos e pela falta de ousadia. Talvez a explicação esteja para o fracasso no ultra-ofensivo Real Madrid. Contra o Santos, Luxemburgo não hesitou em trocar Fernando por Leandro, lançando o time para o ataque. O Santos se posicionou totalmente na defesa e garantiu o empate, mas os méritos desse moderno Gremio persistem.
  • A 11 rodadas do fim, o título parece estar longe do Tricolor, muito por conta do desempenho fora de casa. Ainda sem nenhum título em terras gaúchas, Luxemburgo encaminha o seu melhor trabalho em muito tempo. Com a vaga na Libertadores quase que assegurada, o Grêmio entra forte em 2013 e pode finalmente dar a Luxemburgo a sua obsessão, a Libertadores.

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