Clássico londrino expõe os dois lados da renovação

Renovação. O momento de Chelsea e Arsenal, mesmo que o primeiro esteja em paz com os títulos depois da inédita conquista da Europa na temporada passada, é de contratação, saída de jogadores e aposta no trabalho a longo prazo. O Arsenal perdeu Van Persie e Song, jogadores importantíssimos, mas repôs com Podolski, Carzola e Giroud. Já os Blues não sentiram a saída do ídolo Drogba porque Fernando Torres ganhou sequencia e ainda tem companhia estrelada: Oscar e a estrela belga Hazard vieram para fazer o Chelsea um time jovem e ganhador.

No clássico londrino de maior destaque atualmente, os dois times se enfrentam pela 6º rodada da Premier League em bons momentos: são as duas defesas menos vazadas do campeonato. O Chelsea é líder e o Arsenal vem com tudo para sair da incomoda 5º posição.

Apostando no leve trio de meias, Di Matteo mandou o Chelsea a campo num 4-2-3-1 bem definido, com Oscar na direita, Mata centralizado e Hazard na esquerda. Embora a grande contratação da temporada nos Blues seja a sensação belga, é Oscar que chama atenção até agora: recua para armar, marca e troca de lado constantemente com Mata – fazendo o 4-2-3-1 do Chelsea ser leve e ganhar em movimentação com Torres – que cresceu de produção com o técnico italiano.

O Arsenal veio a campo no híbrido de 4-4-2 e 4-2-3-1 de acordo com a movimentação de Carzola. O jogador espanhol dá dinâmica ao meio de campo gunner com a bola: recua para armar, troca de lado, cruza e acha bons passes. Sem a posse, avança para marcar a saída de bola adversaria com Gervinho, o substituto de Van Persie que até agora tem achado gols típicos de um “9”, mesmo sem ser um centroavante nato.

No início do jogo, o Chelsea dominou o meio de campo porque Carzola não voltava para marcar e Diaby e Arteta davam espaço a Oscar e Mata. Dominando a posse de bola, era o ex-Inter quem aparecia mais no ataque e ainda fechava o lado direito. Foi em um avanço pelo lado forte do Chelsea que Mata cobrou falta, Koscielny falhou e Torres marcou seu 75º gol em ligas inglesas.

Demorou para o Arsenal se achar, principalmente porque os 3 meias trocavam constantemente e confudiam a marcação – Hazard pelo centro, Mata na direita e Oscar na esquerda foi o desenho em alguns momentos. Le Boss Gunner, que completa 16 anos no comando do Arsenal no dia 30 de setembro , teve que trocar Diaby, lesionado, por Chamberlain, recuando Ramsey para o meio. Para ganhar o meio de campo, prendeu Gervinho entre a zaga e recuou Carzola para marcar e acionar Chamberlain, num 4-2-3-1 mais definido que ganhou o meio de campo a partir dos 30 minutos e marcou com passe rasteiro de Chamberlain, mais incisivo que Ramsey, e finalização certeira de Gervinho como centroavante que não é, mas até agora corresponde com gols a improvisação.

No segundo tempo, a mesma formação, mas o Chelsea veio mais fechado, apostando nos contra golpes com o rápido Ramires – foi em avanço de Torres contido por Vermaelen que Mata cobrou, Koscielny não interceptou e Mannone apenas viu a bola entrar no gol. A falta de um goleiro confiável na temporada e a zaga hesitante é o ponto fraco do novo Arsenal.

Depois do gol, o Arsenal mudou – apostou na posse da bola no campo de ataque. Di Matteo respondeu soltando Ramires, fazendo a transição entre defesa e ataque com perigo. Aos 20 do segundo tempo, Wenger trocou o apagado Podolski pelo centroavante francês Giroud, que ainda não desencantou, e Ramsey por Walcott. Le Boss liberou Gibbs para o apoio, deslocou Chamberlain  para o centro e aproveitou Giroud como referencia – ele teve ótima chance aos 25. O Arsenal inicialmente manteve a posse no ataque, mas logo o Chelsea controlou o jogo com Ramires, usando o espaço deixado por Chamberlain. Di Matteo respondeu com Betrand para vigiar Gibbs e centralizou Hazard. Sem conseguir furar a marcação Blue, o Arsenal apostava nas combinações pela direita, mas Terry e Ashley Cole levaram vantagem o tempo todo. A derradeira chance veio aos 46 do segundo tempo, no contra ataque: Carzola achou Giroud, que driblou Cech e chutou para fora.

Isolado na liderança, o Chelsea parece bem encaminhado para uma boa temporada em 2012 – se não joga bem, consegue gols de bola parada ou com defensores, e já desponta como o favorito ao título da Premier League. Ao Arsenal, o aviso para Arsene Wenger vem de temporadas passadas: renovar o elenco é muito importante, mas ganhar títulos também. O elenco é bom, mas falta um goleiro confiável, um volante que marque e jogue, como Song, e um centroavante nato – Giroud é, mas ainda não correspondeu como a contratação chave da temporada gunner.

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