Velocidade e Zé Carlos são as armas do Criciúma

Com o fim da série B se aproximando, a disputa pelo título parece polarizada nos 2 melhores times do campeonato: Criciúma e Vitória. O Tigre de Aço dominou o certame no primeiro turno, mas deixou escapar a liderança por vacilos, como a derrota para um decadente América –MG em Criciúma por 4 a 0. O ponto forte do time dirigido pelo experiente Paulo Comelli é o ataque, com 55 gols marcados, o melhor da segunda divisão.

Porém, o Criciúma ainda deixa a desejar na defesa – são 43 gols sofridos, números que só ganham de times que estão no Z-4 da segundona. O volante França, ex-Coxa, chega para dar proteção a zaga em um time que se lança ao ataque e conta com o oportunismo de Zé Carlos e  a velocidade de Lucca para armar as melhores jogadas do time catarinense.

No duelo contra o CRB do técnico Pintado, o Criciúma veio a campo num 4-3-1-2 com cara de 4-2-2-2 muitas vezes: lado direito forte, com a velocidade de Lucca, e o balanço com o apoio constante do lateral esquerdo Marlon. No ataque, o time é efetivo quando usa a velocidade do camisa 11 e o pivô de Zé Carlos, que abre na esquerda para a aproximação dos meias. Velocidade na transição garante ao Tigre atacar com o adversário desorganizado, sempre em muita velocidade. Sem a bola, o time se organiza numa linha de 4 no meio de campo, que aproveitava os erros de passe do CRB para acionar Lucca na direita ou Marlon na esquerda.

Logo no início, Zé Carlos marcou de cabeça. Aproveitando passe de Marlon, o lateral apoiador do time, Lucca fez o segundo tento aos 12 do segundo tempo. 31 gols saíram dos pés de Lucca e Zé Carlos, a entrosada dupla responsável por mais da metade dos gols do Criciúma. O time alagoano ainda teve pênalti não convertido, mas em nenhum momento demonstrou força de reação, mesmo com o experiente Aloísio Chulapa, ex São Paulo, em campo.

O Criciúma pode enfim voltar a série A se manter os nervos no lugar e fortalecer a defesa – o volante França estreou bem, com várias roubadas de bola. Mas adversários superiores tecnicamente podem usar a fragilidade das laterais e a zaga de baixa estatura para surpreender o Tigre.

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